
Nosso planeta está literalmente emaranhado em cabos submarinos. Em 2024, seu comprimento total era de 1,4 milhão de km, e alguns deles ultrapassavam 20.000 km de comprimento. Eles são de importância estratégica, pois até 95% de todas as informações da Terra são transmitidas por meio deles.
Incidentes recentes no Mar Báltico que danificaram cabos elétricos e de internet entre os estados bálticos mostraram a dependência da nossa civilização dessas linhas vitais de comunicação. É por isso que a notícia de que a China desenvolveu um dispositivo subaquático para cortar cabos submarinos em profundidades de até 4.000 metros causou séria preocupação em todo o mundo.

No entanto, a China insiste que não há motivo para pânico. As autoridades do país alegam que o dispositivo, desenvolvido por uma equipe do Centro de Pesquisa Marinha da China, é destinado a fins civis — operações de mineração e resgate. O dispositivo pode ser facilmente integrado a veículos subaquáticos modernos, tripulados e não tripulados.
Os EUA acreditam que a China o usará para desativar cabos de comunicação de instalações estrategicamente importantes do exército americano em caso de conflito.
O dispositivo é alojado em um corpo de liga de titânio durável e é capaz de suportar enorme pressão em grandes profundidades por um longo tempo. Ele conta com uma roda de corte revestida de diamante que gira a 1600 rpm, garantindo o corte de cabos reforçados com aço de alta resistência, mas praticamente não é danificado por sedimentos marinhos.
